{"id":174,"date":"2020-06-20T00:08:38","date_gmt":"2020-06-20T03:08:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.danielmendonca.com.br\/?p=174"},"modified":"2020-07-15T20:43:43","modified_gmt":"2020-07-15T23:43:43","slug":"caracteristica-comum-dos-novos-modelos-de-gestao-conhecimento-organizacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/?p=174","title":{"rendered":"Caracter\u00edstica Comum dos Novos Modelos de Gest\u00e3o: Conhecimento Organizacional"},"content":{"rendered":"<p>Os novos modelos de administra\u00e7\u00e3o t\u00eam algumas caracter\u00edsticas comuns, destacando-se dois aspectos: <strong><em>uma forte orienta\u00e7\u00e3o para o cliente<\/em><\/strong> e um <strong><em>estilo mais participativo de gest\u00e3o<\/em><\/strong>. Assim, as caracter\u00edsticas e os instrumentos gerenciais desenvolvidos por estes modelos procuram, de um lado, substituir a vis\u00e3o da estrutura funcional, orientada para controles, para estrutura orientada para resultados; de outro, de uma estrutura verticalizada para uma estrutura horizontalizada.<\/p>\n<p>Em termos do desenho organizacional, os modelos acabam por evoluir em tr\u00eas est\u00e1gios: num primeiro momento, a estrutura \u00e9 hierarquizada no sentido vertical (modelos tradicionais); num segundo momento, a estrutura continua hierarquizada, por\u00e9m em menor n\u00famero de n\u00edveis hier\u00e1rquicos e passa a ter um desenho mais horizontalizado, atrav\u00e9s de estilos mais participativos e empreendedores de gest\u00e3o. Finalmente, percebe-se que as organiza\u00e7\u00f5es caminham para serem parte de uma rede de pequenas organiza\u00e7\u00f5es, interligadas por interesses comuns.<\/p>\n<p>Um aspecto comum aos novos modelos de gest\u00e3o \u00e9 que cada um deles tem sido importante na introdu\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de algumas pr\u00e1ticas administrativas que, de alguma forma, representam esfor\u00e7os das empresas em gerenciar um recurso reconhecido como um dos principais ativos: <strong><em>o conhecimento organizacional<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Dito, isso, vamos ao que interessa deste artigo: n\u00e3o importa o qu\u00e3o est\u00e1vel esteja o seu neg\u00f3cio, continue olhando pra frente, no sentido de planejar e executar melhorias cont\u00ednuas em seus processos operacionais, em sua atua\u00e7\u00e3o comercial e em suas estrat\u00e9gias de negocia\u00e7\u00e3o. Isto precisa ocorrer como no formato de um exerc\u00edcio mental que nos ajuda a incorporar novos h\u00e1bitos. Imagine sua organiza\u00e7\u00e3o tomada por uma cultura de profissionais aficionados por medir desempenhos, melhorar continuamente os processos e pensar em novas possibilidades de neg\u00f3cio? Imagine voc\u00ea ter a certeza de que seus recursos humanos e seus sistemas operacionais estar\u00e3o sendo regidos sempre por padr\u00f5es, garantindo qualidade aos seus produtos e servi\u00e7os, e, portanto, a perfeita identidade do teu neg\u00f3cio? A gest\u00e3o do conhecimento aborda isto.<\/p>\n<p>Para que uma organiza\u00e7\u00e3o possa investir em conhecimento, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer a seguinte estratifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Conhecimento b\u00e1sico: \u00e9 o que faz o neg\u00f3cio existir;<\/li>\n<li>Conhecimento essencial: \u00e9 o que faz o neg\u00f3cio ter condi\u00e7\u00f5es de evoluir;<\/li>\n<li>Conhecimento diferencial: \u00e9 o que traz o diferencial competitivo do neg\u00f3cio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Localizar estes tipos de conhecimento \u00e9 t\u00e3o importante quanto caracteriz\u00e1-los. E o que isto quer dizer? No caso, precisamos saber se o valor essencial e valor diferencial do que eu entrego ao mercado s\u00e3o frutos das compet\u00eancias espec\u00edficas dos profissionais, ou se est\u00e3o efetivamente incorporados aos processos. No primeiro caso, entramos na zona de risco, pois a perda ou oscila\u00e7\u00e3o de desempenho dos profissionais podem impactar negativamente o neg\u00f3cio; no segundo caso, a organiza\u00e7\u00e3o passa a atuar de maneira mais segura, pois os profissionais seguem os processos, e n\u00e3o o inverso. Pergunta: aquilo que voc\u00ea consegue obter dos seus processos operacionais e que p\u00f5e sua empresa no front da competi\u00e7\u00e3o de mercado \u00e9 fruto muito mais das pessoas, do que dos processos em si?<\/p>\n<p>No come\u00e7o deste artigo foram citados dois termos: orienta\u00e7\u00e3o ao cliente e gest\u00e3o participativa. Ambos se somam a gest\u00e3o do conhecimento. A orienta\u00e7\u00e3o ao cliente nos traz a preocupa\u00e7\u00e3o em fazer das nossas opera\u00e7\u00f5es internas uma sequ\u00eancia l\u00f3gica de atividades que efetivamente agreguem valor aos produtos e servi\u00e7os da empresa, e, para tanto, exige-se muita troca de informa\u00e7\u00e3o, discuss\u00f5es e tomadas de decis\u00e3o, e, consequentemente, exige dos gestores uma intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas rotineira, mas sin\u00e9rgica, voltada \u00e0 objetivos comuns. \u00c9 por este motivo que muitas empresas, ansiosas por implementar este tipo de cultura, implantam seus indicadores-cross, ou seja, indicadores de desempenhos operacionais que nada mais s\u00e3o do que um somat\u00f3rio de resultados de processos distintos \u2013 por\u00e9m complementares \u2013 da empresa, concentrando dois ou mais gestores em um \u00fanico indicador ou agrupamento de indicadores de desempenho, fazendo-os compartilhar responsabilidades, planos de a\u00e7\u00e3o e resultados e estes \u00faltimos mensurados a partir do valor que a empresa esteja gerando junto ao seu mercado.<\/p>\n<p>Por fim, n\u00e3o poderia concluir este artigo sem abordar um cen\u00e1rio que tenho presenciado de maneira muito comum nas empresas que n\u00e3o praticam a gest\u00e3o do conhecimento e sofrem com a sua falta: trata-se do cen\u00e1rio de profissionais que centralizam muitas atividades e decis\u00f5es, impedindo com que outros profissionais possam suport\u00e1-los, como tamb\u00e9m impedindo que os processos sejam evolu\u00eddos (dentre outras coisas, impedem, inclusive, a automa\u00e7\u00e3o e a automatiza\u00e7\u00e3o). O mais problem\u00e1tico disso tudo \u00e9 que normalmente as empresas que convivem com este cen\u00e1rio ficam rodando em c\u00edrculos, pois acreditam que dependem desses mesmos profissionais centralizadores para que consigam implementar as mudan\u00e7as. Ao final, essas mudan\u00e7as acabam n\u00e3o se concretizando, j\u00e1 que, para que as mesmas ocorram, \u00e9 preciso mais do que reconhecer sua necessidade: \u00e9 preciso ter a habilidade no gerenciamento de mudan\u00e7as (<em>Change Management<\/em>), assunto abordado em artigo escrito e publicado no dia 08 de Janeiro de 2015 (visite a publica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os novos modelos de administra\u00e7\u00e3o t\u00eam algumas caracter\u00edsticas comuns, destacando-se dois aspectos: uma forte orienta\u00e7\u00e3o para o cliente e um estilo mais participativo de gest\u00e3o. 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