{"id":207,"date":"2015-02-13T22:17:54","date_gmt":"2015-02-14T00:17:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.danielmendonca.com.br\/?p=207"},"modified":"2016-08-22T12:31:21","modified_gmt":"2016-08-22T15:31:21","slug":"breve-conversa-sobre-verdadeiros-lideres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/?p=207","title":{"rendered":"Breve Conversa sobre Verdadeiros L\u00edderes"},"content":{"rendered":"<p>Por que h\u00e1 tanta dificuldade de as empresas selecionarem corretamente os l\u00edderes de equipe? Por que os l\u00edderes que apresentam limita\u00e7\u00f5es importantes para esta posi\u00e7\u00e3o tendem a apresentar certa resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a comportamental? O que pesa mais significativamente para ser um bom l\u00edder: caracter\u00edsticas natas, ou experi\u00eancia e treinamento? Dentre in\u00fameras conversas que costumo ter com os meus v\u00e1rios colegas de trabalho, o assunto \u201cLideran\u00e7a\u201d \u00e9 bem recorrente, \u00e9 claro. Novamente, numa das minhas conversas com a minha amiga consultora, Fernanda, procuramos explorar o assunto fugindo um pouco do contexto habitual contido na literatura. Vide a seguir:<\/p>\n<p><strong>[Fernanda, em Bras\u00edlia]:<\/strong><\/p>\n<p>Oi, Daniel. Estou vivenciando algumas situa\u00e7\u00f5es sobre lideran\u00e7a aqui em meus projetos e venho refletindo acerca das abordagens que voc\u00ea tem dado em seus artigos. Alguns questionamentos surgiram, mas o ponto que eu mais gostaria de exercitar contigo \u00e9 quanto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos verdadeiros l\u00edderes. Para tanto, deixe eu recapitular r\u00e1pida teoria quanto a isto:<\/p>\n<ul>\n<li>At\u00e9 1940, t\u00ednhamos a teoria dos tra\u00e7os, que dizia que a pessoa ou nasce l\u00edder ou nunca ser\u00e1. A lideran\u00e7a era determinada por alguns aspectos f\u00edsicos.<\/li>\n<li>Mais a frente, tivemos outras explica\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. Vieram os l\u00edderes autocr\u00e1ticos, democr\u00e1ticos e liberais, teoria da lideran\u00e7a situacional, etc. As pessoas come\u00e7aram a acreditar que qualquer pessoa poderia tornar-se um l\u00edder com o passar do tempo.<\/li>\n<li>Sou uma estudiosa do assunto, n\u00e3o apenas em decorr\u00eancia do que \u00e9 exigido em meu trabalho como consultora, mas porque realmente tenho grande prazer pelo assunto. E, analisando a evolu\u00e7\u00e3o da teoria e o comportamento atual das pessoas, acabo concluindo que prefiro a teoria de 1940! Motivo: ao repassar os in\u00fameros adjetivos essenciais para uma boa lideran\u00e7a, penso que: Ou voc\u00ea \u00e9 um l\u00edder, ou voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 um l\u00edder, sendo que um n\u00famero bem significativo de profissionais, mesmo passando por v\u00e1rios treinamentos e experi\u00eancias, n\u00e3o conseguir\u00e3o energizar tais adjetivos essenciais, ao mesmo tempo que n\u00e3o conseguir\u00e3o bloquear \u2013 ou, digamos assim, inativar \u2013 as fontes internas de comportamentos inconvenientes ao l\u00edder. Vejamos: com tanto conhecimento dispon\u00edvel, com tanta informa\u00e7\u00e3o circulando, ainda continuamos com dificuldade de formar bons l\u00edderes! Me impressiona o n\u00famero elevado de l\u00edderes que tenho encontrado em meio \u00e0s empresas que atuamos. Algumas delas s\u00e3o pessoas despreparadas para assumirem esse papel, s\u00e3o colocadas \u00e0 frente de um projeto, e acabam comprometendo toda a condu\u00e7\u00e3o da equipe.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Me fale um pouco sobre o qu\u00ea voc\u00ea tem encontrado em meio aos seus projetos de consultoria.<\/p>\n<p><strong>[Daniel, em Londrina]:<\/strong><\/p>\n<p>Oi, Fernanda! Tudo bem? Que \u00f3timo voc\u00ea ter escrito e compartilhado teu ponto de vista comigo. Compreendo o teu posicionamento e ele faz sentido, sim.<\/p>\n<p>Vamos a algumas considera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Nossa sociedade se acostumou muito mal a tentar teorizar tudo que permeia a nossa vida. Vide, por exemplo, as t\u00e9cnicas de detec\u00e7\u00e3o da mentira: quando uma pessoa esfrega ou toca sutilmente a orelha enquanto fala, \u00e9 porque est\u00e1 constrangida&#8230; Mas nem sempre; quando uma pessoa engole seco quando fala, \u00e9 porque est\u00e1 escondendo algo&#8230; Mas nem sempre; quando uma pessoa usa termos como \u201cvou falar s\u00f3 mais uma vez: n\u00e3o fui eu!\u201d, \u00e9 porque foi ela. Mas nem sempre. Ent\u00e3o, por que motivo devemos nos fixar tanto a teoria, se, ao final, tudo tem sua exce\u00e7\u00e3o? Por que n\u00e3o sermos mais flex\u00edveis, certo? Assim funciona para as t\u00e9cnicas de detec\u00e7\u00e3o da mentira, como tamb\u00e9m para estabelecer se algu\u00e9m possui condi\u00e7\u00f5es para atuar em posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Formar bons l\u00edderes \u00e9 algo dific\u00edlimo. \u00c9 o que todos percebem, certo? N\u00e3o bastam informa\u00e7\u00f5es e treinamentos. \u00c0s vezes, nem as experi\u00eancias bastam para transformar algu\u00e9m em um bom l\u00edder, no caso de ele possuir caracter\u00edsticas que \u201cjoguem contra\u201d. \u00c9 fato que existem muitas t\u00e9cnicas que minimizam as dificuldades de atua\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a e as acho muito v\u00e1lidas. Tudo que puder minimizar poss\u00edveis efeitos negativos junto \u00e0 equipe ser\u00e1 v\u00e1lido, pois uma coisa \u00e9 certa: <strong>h\u00e1 muito mais posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7as a serem ocupadas, do que l\u00edderes verdadeiramente aptos a ocupa-las<\/strong>. Neste sentido, o mercado precisa insistir em treinamentos e orienta\u00e7\u00f5es voltadas ao desempenho desses profissionais, para ao menos minimizar os efeitos negativos daqueles que s\u00e3o l\u00edderes ruins.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameros os motivos que levam pessoas ruins a ocupar posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7as; s\u00e3o in\u00fameras as caracter\u00edsticas esperadas de uma boa lideran\u00e7a, na mesma propor\u00e7\u00e3o de livros, artigos e coment\u00e1rios a respeito do assunto. Quase toda vez que me deparo com alguma publica\u00e7\u00e3o nova sobre o tema, o conte\u00fado acaba sendo repetitivo. Ent\u00e3o, para colocar nossa conversa num n\u00edvel mais acima, vamos pular tudo que j\u00e1 estamos habituados a falar, certo? Vamos a um exemplo pr\u00e1tico:<\/p>\n<p>Numa empresa em que atuei como consultor, uma das s\u00f3cias, respons\u00e1vel pela Diretoria de Marketing, possu\u00eda grande dificuldade de obter aceita\u00e7\u00e3o dos seus subordinados, e, em vista da massa expressiva de profissionais insatisfeitos, tudo levava a crer que as pessoas estavam realmente certas: ela possivelmente era uma p\u00e9ssima l\u00edder.<\/p>\n<p>Sentindo cada vez mais as dificuldades de conduzir uma equipe insatisfeita e com medo de colocar a opera\u00e7\u00e3o de sua empresa em risco, resolveu buscar um treinamento voltado ao desenvolvimento das habilidades de lideran\u00e7a. Foram seis meses de treinamento, uma vez por semana. Ao final, ent\u00e3o, o que aconteceu com ela? Melhorou? Muito pouco em termos de atua\u00e7\u00e3o; menos ainda no que tange ao motivacional e \u00e0 produtividade da equipe. Ela procurou utilizar as t\u00e9cnicas, mas muitas iniciativas pareciam estar sendo sabotadas por alguma outra coisa&#8230; E foi mais ou menos neste momento que eu tive meu primeiro contato com esta profissional, sua empresa e sua equipe.<\/p>\n<p>Ao saber de toda a hist\u00f3ria e nos primeiros contatos com a Diretora, percebi algo de errado, mas resolvi testar mais um pouco a minha percep\u00e7\u00e3o, at\u00e9 eu ter certeza do que seria este \u201calgo errado\u201d e at\u00e9 eu encontrar o momento ideal para abord\u00e1-lo. Sabe qual era o problema: as express\u00f5es faciais da Diretora eram muito r\u00edgidas e as deixavam com um semblante pr\u00f3ximo do que chamamos de \u201crosto carrancudo\u201d. N\u00e3o importava muito o tom positivo que dava as suas falas junto a equipe; as pessoas estavam vendo uma coisa e ouvindo outra. E, ao ter certeza disso, me prontifiquei a dar outro direcionamento a ela em rela\u00e7\u00e3o ao que aprimorar. E, inclusive, procurei dar apoio t\u00e9cnico direto \u00e0 solu\u00e7\u00e3o deste problema, atrav\u00e9s de um trabalho de parceria junto a um profissional extremamente qualificado em fonoaudiologia.<\/p>\n<p>Perceba o qu\u00e3o interessante \u00e9 isto: estamos falando de lideran\u00e7a e estamos deixando um pouco de lado as tantas teorias relacionadas a este assunto, para abordarmos algo que s\u00f3 tende a ser t\u00e3o pr\u00e1tico e de resultado t\u00e3o imediato, pelo fato de ser algo puramente humano. Ou seja: tem a ver com o nosso ser. Consegue perceber? Para conseguirmos extrair o melhor de algu\u00e9m para este papel de lideran\u00e7a, precisamos fazer grande imers\u00e3o sobre quem ela realmente \u00e9. E isto tem a ver com a parte ps\u00edquica, quanto \u00e0 parte f\u00edsica.<\/p>\n<p>H\u00e1 aqueles que possuem bom equil\u00edbrio entre as duas partes, somado ao fato de possu\u00edrem pouca ou nenhuma caracter\u00edstica que \u201cjogue contra\u201d. H\u00e1 outros sobre os quais precisamos trabalhar e bloquear essas caracter\u00edsticas e h\u00e1 aqueles, que, al\u00e9m disso, precisam desenvolver o equil\u00edbrio ora citado. Boa parte dessas pessoas n\u00e3o atingir\u00e1 o n\u00edvel m\u00ednimo adequado para ser um l\u00edder.<\/p>\n<p>Uma coisa muito importante que devemos lembrar: muitos dos l\u00edderes ruins que conhecemos n\u00e3o est\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o por escolha pr\u00f3pria, mas por escolha e incentivo de outras pessoas de poder e influ\u00eancia. Muitos desses l\u00edderes ruins sequer sabem que s\u00e3o realmente ruins, pois, convenhamos, uma ou mais pessoas de poder e influ\u00eancia apostaram neles. N\u00e3o \u00e9 verdade? Ent\u00e3o, convenc\u00ea-los que precisam melhorar, ou mudar, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Por fim, Fernanda, confirmo: l\u00edderes ruins est\u00e3o em todos os lugares, mas bons l\u00edderes tamb\u00e9m. O mundo n\u00e3o consegue ser conduzido s\u00f3 pelo lado ruim, pois o pr\u00f3prio Mundo reclama quando isto acontece. O que quero dizer \u00e9 que as coisas se equilibram com o tempo, de um jeito ou de outro. Sabe por qu\u00ea? Porque quando a coisa aperta, a\u00ed \u00e9 que \u00e9 dada a vez para os l\u00edderes de verdade. Eles surgem no momento certo, enfim, tomam as r\u00e9deas&#8230; E, n\u00e3o se preocupe&#8230; Isto acontece sempre.<\/p>\n<p><strong>[Fernanda, em Bras\u00edlia]:<\/strong><\/p>\n<p>Ler o que voc\u00ea escreveu, mais especificamente o exemplo pr\u00e1tico dado por ti, foi muito esclarecedor! Muito mais do que eu ter lido algumas p\u00e1ginas de um livro!<\/p>\n<p>Recapitulando, ent\u00e3o, Daniel: Sim, muitos l\u00edderes ruins permanecer\u00e3o na lideran\u00e7a. Por outro lado, podemos reclamar por uma lideran\u00e7a melhor, e, al\u00e9m disso, \u00e9 reconfortante a ideia de que o Mundo, com o tempo, se equilibra; se ajusta. \u00c9 uma \u201cVerdade Universal\u201d, sen\u00e3o, talvez, n\u00e3o estiv\u00e9ssemos mais aqui, certo?<\/p>\n<p>Ao ler seus coment\u00e1rios, uma cena veio \u00e0 mente: Lembro-me de voc\u00ea ter questionado um dos nossos colegas de trabalho que n\u00e3o estava tendo um bom desempenho: \u201cVoc\u00ea j\u00e1 parou para pensar em algo que voc\u00ea goste de fazer e que realmente seja bom e tenha um \u00f3timo desempenho?\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos nos esquecer disso, n\u00e3o \u00e9 mesmo? E, principalmente, aqueles que est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a, precisam retomar constantemente este pensamento, pois um l\u00edder que faz algo que n\u00e3o goste, ou que esteja envolvido com pessoas com quem n\u00e3o se identifica, ou ainda, que n\u00e3o possui condi\u00e7\u00f5es de gerar produtividade m\u00ednima esperada, possivelmente n\u00e3o conseguir\u00e1 energizar os adjetivos essenciais da lideran\u00e7a. Consequentemente, n\u00e3o ser\u00e1 um bom l\u00edder. Concordo plenamente quando voc\u00ea diz que os l\u00edderes ruins est\u00e3o l\u00e1 por incentivo de um superior, mas o m\u00ednimo que um profissional deve fazer \u00e9 se monitorar e se perguntar se o seu desempenho est\u00e1 sendo razo\u00e1vel! Muitos l\u00edderes parecem n\u00e3o ter ideia do impacto que causam \u00e0s pessoas ao seu redor. Ou n\u00e3o ligam para esta ideia.<\/p>\n<p>Ter um l\u00edder ruim \u00e9 um fato que pode acontecer em qualquer organiza\u00e7\u00e3o, mas permanecer com a lideran\u00e7a ruim \u00e9 uma escolha que somente a alta administra\u00e7\u00e3o pode fazer. Isso me preocupa! Muitas vezes, os subordinados n\u00e3o t\u00eam voz, nem for\u00e7a e nem habilidade suficiente para corrigir a situa\u00e7\u00e3o por iniciativa pr\u00f3pria, n\u00e3o conseguindo bloquear malef\u00edcios provenientes da lideran\u00e7a ruim.<\/p>\n<p>Continuo minha saga em desenvolver meios para resolver conflitos entre equipes. Vamos compartilhar nossas experi\u00eancias sempre, Daniel. Ganharemos muito com isto; nossos clientes tamb\u00e9m!<\/p>\n<p>Para concluir nossa enriquecedora conversa, replico novamente seu questionamento de ouro aos profissionais \u2013 n\u00e3o serve apenas aos profissionais de lideran\u00e7a \u2013, sendo um questionamento que n\u00e3o podemos esquecer:<\/p>\n<p><strong><em>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar em algo que voc\u00ea goste de fazer e que realmente seja bom e tenha um \u00f3timo desempenho?<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que h\u00e1 tanta dificuldade de as empresas selecionarem corretamente os l\u00edderes de equipe? Por que os l\u00edderes que apresentam limita\u00e7\u00f5es importantes para esta posi\u00e7\u00e3o tendem a apresentar certa resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a comportamental? O que pesa mais significativamente para ser um bom l\u00edder: caracter\u00edsticas natas, ou experi\u00eancia e treinamento? 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