{"id":335,"date":"2015-07-05T22:57:21","date_gmt":"2015-07-06T01:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.danielmendonca.com.br\/?p=335"},"modified":"2017-05-26T13:56:52","modified_gmt":"2017-05-26T16:56:52","slug":"grandes-batalhas-suas-variaveis-e-analogia-ao-gerenciamento-de-projetos-e-suas-estrategias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/?p=335","title":{"rendered":"Grandes Batalhas, Suas Vari\u00e1veis e Analogia ao Gerenciamento de Projetos e Suas Estrat\u00e9gias"},"content":{"rendered":"<p>Imagine voc\u00ea em um campo de batalha com as seguintes configura\u00e7\u00f5es: a uma dist\u00e2ncia pr\u00f3xima de cinco quil\u00f4metros est\u00e1 o seu inimigo, com metade do que voc\u00ea possui em termos de poderio militar, entre cavalaria, infantaria e seus canh\u00f5es. Eles possuem refor\u00e7os, por\u00e9m tais refor\u00e7os vinham pelo lado leste quando foram interceptados por voc\u00ea e sua tropa, e, por conta disso, bateram em retirada pelo flanco direito; aparentemente, est\u00e3o fugindo. Seu inimigo continua est\u00e1tico num pequeno vilarejo \u00e0 encosta de um morro de dimens\u00f5es medianas e um campo bem aberto logo a frente, ali\u00e1s, o campo que o separa de voc\u00ea e onde provavelmente travar\u00e3o a inevit\u00e1vel batalha. N\u00e3o h\u00e1 outra alternativa. Ali\u00e1s, quanto aos refor\u00e7os que bateram em retirada, o principal l\u00edder da tropa da qual voc\u00ea faz parte resolve enviar 1\/3 do contingente para segui-los, a fim de garantir que estejam realmente fugindo. Aparentemente, decis\u00e3o inteligente. Passaremos por r\u00e1pidos detalhes desta batalha, para, em seguida, tra\u00e7armos um elo com determinadas pr\u00e1ticas de gerenciamento de projetos. Ah, sim. E sobre qual batalha estamos nos referindo? O dia: 18 de junho de 1815. A tropa inimiga: os ingleses, comandados pelo experiente duque de Wellington e os seus aliados prussianos, liderados pelo marechal Bl\u00fccher. A tropa da qual voc\u00ea faz parte: os franceses. Seu l\u00edder: Napole\u00e3o Bonaparte. O local: Waterloo.<\/p>\n<p>Os dois homens de confian\u00e7a de Napole\u00e3o nesta batalha eram: o marechal Michel Ney, \u00e0 frente do ataque direto ao vilarejo onde se encontravam os ingleses sob lideran\u00e7a de Wellington, e o general Grouchy, respons\u00e1vel pelo 1\/3 do contingente justamente destacado para seguir os prussianos de Bl\u00fccher. Ney e Grouchy eram muito experientes, com \u00f3timos curr\u00edculos. N\u00e3o eram os melhores homens com quem Napole\u00e3o p\u00f4de contar ao longo de sua trajet\u00f3ria militar e de governo, pois os seus melhores, a essa altura, j\u00e1 haviam sido mortos em batalhas anteriores, ou, por conta de julgamentos, com senten\u00e7a de morte pela corte francesa. De qualquer forma, tudo indicava a vit\u00f3ria de Napole\u00e3o. Mas, o que deu errado?<\/p>\n<p>Conforme ordens de Napole\u00e3o, Grouchy e sua tropa seguiu os prussianos de Bl\u00fccher para certificar-se que estavam realmente fugindo. Bl\u00fccher, por sua vez, realizou manobra b\u00e1sica em situa\u00e7\u00f5es como esta: destacou 10% do seu contingente para continuar em retirada, espalhando-o de tal forma a dar impress\u00e3o de se tratar de toda a sua tropa. Os 90% restantes viraram 90\u00ba (noventa graus) em dire\u00e7\u00e3o ao vilarejo onde os ingleses se encontravam, para refor\u00e7ar o time. Ridiculamente, Grouchy demorou muito tempo para perceber esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Wellington, ao constatar que os prussianos j\u00e1 estavam para somar aos ingleses, deu ordens para que atacassem os franceses pelo mesmo flanco, assim que Napole\u00e3o e sua tropa come\u00e7assem o ataque ao vilarejo.<\/p>\n<p>Do outro lado, as tropas francesas avan\u00e7avam sob lideran\u00e7a de Ney. Ao iniciar o ataque, um primeiro problema surgiu: Ney n\u00e3o soube equilibrar sua for\u00e7a entre o uso da cavalaria e o uso da infantaria; seu hist\u00f3rico positivo tinha muito mais a ver com infantaria, e, mais uma vez, os franceses falharam em premissas b\u00e1sicas: uma boa infantaria n\u00e3o \u00e9 nada, sem uma boa lideran\u00e7a de cavalaria, e vice-versa. Perdeu um n\u00famero muito importante de soldados franceses em decorr\u00eancia disso. Ainda assim, Ney, contando com soldados franceses muito motivados, conseguiu afugentar os ingleses, que come\u00e7aram a recuar. Neste momento, as tropas prussianas ainda n\u00e3o haviam iniciado o ataque planejado pelos flancos contra os franceses.<\/p>\n<p>Um primeiro aparente problema \u00e0s tropas inglesas: ao recuarem, esqueceram dos seus canh\u00f5es, deixando-os para tr\u00e1s, nas m\u00e3os dos franceses, ali\u00e1s muito h\u00e1beis com o armamento em quest\u00e3o. Mas, da\u00ed, sem explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica alguma \u2013 talvez, pela como\u00e7\u00e3o que tomava os franceses, em decorr\u00eancia da lideran\u00e7a carism\u00e1tica de Napole\u00e3o \u2013 passaram direto pelos canh\u00f5es que estavam ali, largados, t\u00e3o dispon\u00edveis. N\u00e3o os usaram ao seu favor, nem os inutilizaram (neste segundo caso, houve mais um erro banal dos franceses: n\u00e3o havia, entre os soldados, ningu\u00e9m com martelos e pregos para fecharem os ouvidos dos canh\u00f5es; por isso, n\u00e3o foram inutilizados). Pois bem: Os franceses continuaram a correr atr\u00e1s dos ingleses que at\u00e9 ent\u00e3o, recuavam, em situa\u00e7\u00e3o de inferioridade. Wellington, ao perceber que os seus canh\u00f5es continuavam ali, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, manobrou parte da tropa por corredores humanos que se formavam em meio \u00e0 batalha e retomou a posse de suas pe\u00e7as pesadas de artilharia.<\/p>\n<p>Imagine a situa\u00e7\u00e3o neste momento: os franceses, antes dominando a situa\u00e7\u00e3o, agora se viam cercados pelos ingleses. Ah, sim: E Grouchy? A esta altura, j\u00e1 estava voltando para ajudar o restante da tropa francesa, por\u00e9m bem atrasado, n\u00e3o? E, no caso, os prussianos liderados por Bl\u00fccher j\u00e1 haviam iniciado o ataque lateral \u00e0 tropa francesa, e, com tudo isso, ingleses e prussianos acabaram por colocar um ponto final no curr\u00edculo de Napole\u00e3o Bonaparte.<\/p>\n<p>Que coisa, n\u00e3o? Um marechal que n\u00e3o sabe sincronizar ataques de infantaria, com cavalaria; um general que cai no engano de perseguir 10% de batalh\u00e3o, acreditando estar perseguindo 100% do contingente; uma tropa que, al\u00e9m de esquecer seu material de batalha (martelos e pregos para inutilizar canh\u00f5es apreendidos), ainda perde a chance de tomar posse da principal for\u00e7a de artilharia inimiga; um comandante (Napole\u00e3o), a essa altura, com dificuldades de manter uma boa comunica\u00e7\u00e3o com a sua tropa&#8230;e sabe por que eu falo isso? Porque Napole\u00e3o assistiu tudo isso de um ponto geograficamente privilegiado, deu ordens para tentar reverter as decis\u00f5es erradas dos seus homens de confian\u00e7a, mas, toda vez que interviu, mandou mensagens subjetivas demais, acabando por gerar mais d\u00favidas \u00e0 sua equipe. Ao final, o que esperar desta soma de vari\u00e1veis t\u00e3o negativas, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Mas vamos aos principais pontos que interessam sob o nosso enfoque de Gest\u00e3o de Projetos:<\/p>\n<p>Os problemas:<\/p>\n<ul>\n<li>Napole\u00e3o n\u00e3o contava mais com as suas principais lideran\u00e7as.<\/li>\n<li>Os ingleses e prussianos estavam melhor preparados contra o at\u00e9 ent\u00e3o diferencial t\u00e1tico das perfeitas combina\u00e7\u00f5es de ataque de infantaria, cavalaria e artilharia de canh\u00f5es franceses.<\/li>\n<li>A comunica\u00e7\u00e3o entre Napole\u00e3o e os seus l\u00edderes, principalmente com Grouchy, foi muito negligenciada, conduzida sem a devida aten\u00e7\u00e3o (parece comum este cen\u00e1rio, ao compar\u00e1ramos ao que ocorre em muitas empresas, n\u00e3o?).<\/li>\n<li>Quem est\u00e1 fixado numa \u00fanica posi\u00e7\u00e3o tende a ficar em desvantagem, como ocorreria inicialmente com a tropa inglesa de Wellington. Por\u00e9m, algumas vezes, permanecer no mesmo ponto pode quebrar essa tend\u00eancia de desvantagem, desde que se domine muito bem o ambiente, como viria a ocorrer com Wellington no vilarejo de <em>Quatre Bas<\/em>, no morro em sua retaguarda (morro <em>St. Jean<\/em>) e no campo de batalha de Waterloo. Neste sentido, Wellington p\u00f4de avaliar com calma a evolu\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o e tomar boa decis\u00e3o, no momento adequado.<\/li>\n<li>As tropas de Bl\u00fccher inverteram inteligentemente a t\u00e1tica de Napole\u00e3o, atacando o flanco direito deste \u00faltimo.<\/li>\n<li>Novamente, sobre comunica\u00e7\u00e3o: as ordens n\u00e3o chegavam a tempo aos pelot\u00f5es, ou, quando chegavam, vinham sob escritas muito apressadas, que n\u00e3o transmitiam clareza.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quest\u00f5es Cl\u00e1ssicas Negligenciadas por Napole\u00e3o Bonaparte:<\/p>\n<ul>\n<li>Equipe e Lideran\u00e7as qualificadas.<\/li>\n<li>Estrutura\u00e7\u00e3o de equipe e responsabilidades, de tal forma que seja poss\u00edvel a descentraliza\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o a partir da oportunidade de se explorar informa\u00e7\u00f5es privilegiadas no front-office (linha de frente).<\/li>\n<li>Plano de comunica\u00e7\u00e3o que todos conhe\u00e7am e que tenham condi\u00e7\u00f5es de seguir.<\/li>\n<li>Contar com diferenciais competitivos que realmente sejam \u201cdiferenciais\u201d.<\/li>\n<li>Planejar e obter todos os recursos de que realmente necessita (lembra da situa\u00e7\u00e3o dos canh\u00f5es, que deixaram de ser inutilizados, devido ao esquecimento dos martelos e pregos?).<\/li>\n<li>Ter profissionais n\u00e3o apenas de planejamento e de execu\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pessoas de controle, que possam monitorar as fases de evolu\u00e7\u00e3o da batalha (do projeto), reportar rapidamente seus indicadores \u00e0queles que possuem condi\u00e7\u00f5es de tomar decis\u00e3o e reverter cen\u00e1rios de risco.<\/li>\n<\/ul>\n<p>H\u00e1 alguns ensinamentos que s\u00e3o mais gerais no mundo das grandes batalhas e que valem a pena ser recuperados em refer\u00eancia \u00e0 Gest\u00e3o de Projetos. S\u00e3o eles:<\/p>\n<ul>\n<li>Delinear muito bem os riscos ao projeto e as a\u00e7\u00f5es de conting\u00eancia que poder\u00e3o ser tomadas, para cada risco que porventura se concretizar. Neste ponto, podemos fazer analogia aos problemas clim\u00e1ticos que muitos l\u00edderes \u00e9picos \u2013 inclusive Napole\u00e3o \u2013 tiveram que lidar em suas batalhas e que, ao final, foram parte da causa de seus fracassos. Podemos citar n\u00e3o apenas os problemas clim\u00e1ticos, como tamb\u00e9m os cen\u00e1rios geogr\u00e1ficos que beneficiam uns, em preju\u00edzo de outros, a exemplo da famosa batalha entre gregos e persas, nas muralhas de Term\u00f3pilas, em 480 a.C., quando os gregos, em n\u00famero significativamente inferior, bloquearam por v\u00e1rios dias a invas\u00e3o persa, por contarem com o pequeno corredor formado pelas muralhas e que limitava os persas atacaram com sua for\u00e7a total.<\/li>\n<li>Outro ponto importante: Desenvolver e manter M\u00e9todos e Disciplina (Organiza\u00e7\u00e3o e Processos), ou seja, a l\u00f3gica dos processos pela qual se deve planejar, agir, mobilizar, aprimorar e manter em bom estado e prontid\u00e3o dos recursos e da log\u00edstica de forma organizada e eficiente, sob baixos custos e desgastes. Trata-se de uma orienta\u00e7\u00e3o, por exemplo, do mestre Sun-Tzu, muito bem explicada na \u00f3tima obra liter\u00e1ria A Arte da Guerra.<\/li>\n<li>H\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o antiga sobre a arte de se planejar uma batalha: o momento mais importante do desenrolar de uma batalha \u00e9 quando todas as a\u00e7\u00f5es, aparentemente isoladas e desconexas, se encontram em momento e local exatos, conforme o planejado, coincidindo \u2013 n\u00e3o por acaso, mas como causa \u2013 com as maiores massas de integrantes das tropas em pleno ataque. Quem um dia teve a oportunidade de planejar com efetividade um grande projeto sabe do que estou falando. Ainda na fase de projeto, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel enxergar como que os ganhos parciais e resultado final do projeto ocorrer\u00e3o, desde que voc\u00ea e sua equipe consiga delinear com propriedade tudo o que for necess\u00e1rio (recursos e respectivas a\u00e7\u00f5es integradoras) para o sucesso do projeto. Da\u00ed, quando os ganhos surgem, \u00e9 quase que um <em>d\u00e9j\u00e0 vu<\/em>.<\/li>\n<li>Saber utilizar os recursos ideais para o momento, n\u00e3o necessariamente os melhores recursos que um gerente possa ter. \u00c9 o que ocorre nos esportes coletivos, por exemplo. Muitas e muitas vezes, as sequ\u00eancias de pontos surgem pela combina\u00e7\u00e3o dos jogadores que se traduz no conjunto ideal de compet\u00eancias e n\u00e3o na combina\u00e7\u00e3o dos melhores jogadores. \u00c9 como aquele momento em que o t\u00e9cnico tira de campo seu melhor jogador, colocar o reserva e este \u00faltimo acaba por decidir a partida. Isto tamb\u00e9m ocorrer nos projetos executivos: n\u00e3o precisamos dos melhores recursos, mas dos recursos ideais para cada situa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Uma boa abordagem em rela\u00e7\u00e3o ao uso do ciclo PDCA: Geralmente as metas s\u00e3o pensadas pelos \u201cGenerais\u201d. Mesmo que isto ocorra, n\u00e3o dever\u00e1 ser entendida como algo imut\u00e1vel; ao contr\u00e1rio, dever\u00e1 ser constantemente reavaliada e revisada na medida em que os par\u00e2metros \u2013 influenciados pelos meios, ambiente e\/ou advers\u00e1rios \u2013 mudam. E quando falo em reavalia\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o, falo sob \u00e2mbito participativo e n\u00e3o-centralizado. E, a fim de verificar a qualidade da pr\u00f3pria Estrat\u00e9gia, \u00e9 de boa pr\u00e1tica aplicar periodicamente o conceito de ciclo PDCA \u2013 planejar, executar, revisar e atualizar o planejamento \u2013, ajudando a avaliar a compatibilidade das estrat\u00e9gias aos m\u00faltiplos objetivos que estejam tra\u00e7ados.<\/li>\n<li>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Gest\u00e3o do Tempo, novamente cito Sun Tzu: \u201c\u2026 deixe que seu grande objetivo seja a vit\u00f3ria e n\u00e3o campanhas extensas\u201d. Tamb\u00e9m por pragmatismo e por quest\u00f5es de efici\u00eancia, \u201co bom combatente deve ser terr\u00edvel no seu ataque e r\u00e1pido na sua decis\u00e3o\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Muitos perguntam os motivos que nos levam a fazer analogias ao ambiente militar, quando falamos em gest\u00e3o. Ora: em grande parte da hist\u00f3ria da humanidade, foram nas batalhas que o homem at\u00e9 recentemente veio desenvolvendo sua intelig\u00eancia operacional, t\u00e1tica e estrat\u00e9gica, e n\u00e3o apenas isso, descobrindo novos mercados e aprendendo mais e mais sobre a psique humana. N\u00e3o&#8230;n\u00e3o sou um adepto das guerras, mas como administrador preciso me dedicar ao estudo dos cen\u00e1rios corriqueiros (do cotidiano) e tamb\u00e9m dos cen\u00e1rios que levaram a sociedade ao seu estremo, justamente onde o homem foi mais exigido. Assim, aprendemos n\u00e3o apenas a evoluir naquilo que \u00e9 a nossa batalha atual \u2013 entre empresas, novos neg\u00f3cios e novas profiss\u00f5es \u2013, mas mitigarmos o risco de cometermos os mesmos erros do passado, sob os quais incluo as guerras e as mortes que patrocinamos na longa jornada da civiliza\u00e7\u00e3o no formato que conhecemos.<\/p>\n<p>Em nossos projetos, que o termo \u201cguerra\u201d seja utilizado apenas como refer\u00eancia \u00e0s habituais \u201csalas de guerra\u201d em nossos ambientes empresariais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine voc\u00ea em um campo de batalha com as seguintes configura\u00e7\u00f5es: a uma dist\u00e2ncia pr\u00f3xima de cinco quil\u00f4metros est\u00e1 o seu inimigo, com metade do que voc\u00ea possui em termos de poderio militar, entre cavalaria, infantaria e seus canh\u00f5es. 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