{"id":355,"date":"2015-11-09T11:02:50","date_gmt":"2015-11-09T14:02:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.danielmendonca.com.br\/?p=355"},"modified":"2015-11-09T11:02:50","modified_gmt":"2015-11-09T14:02:50","slug":"sobre-a-crise-politica-e-economica-de-2015-e-como-as-empresas-podem-prosperar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/?p=355","title":{"rendered":"Sobre a Crise Pol\u00edtica e Econ\u00f4mica de 2015 e Como as Empresas Podem Prosperar"},"content":{"rendered":"<p>Estamos prestes a encerrar o ano de 2015. Os resultados que estamos presenciando no cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico do pa\u00eds n\u00e3o s\u00e3o nada animadores. Pelas estat\u00edsticas, nossa infla\u00e7\u00e3o oficial continua em sua caminhada rumo aos 10%; se considerarmos que nos \u00faltimos dois anos o Governo controlou tendenciosamente os pre\u00e7os de bens como gasolina, g\u00e1s e energia el\u00e9trica, \u00e9 certo falarmos em infla\u00e7\u00e3o de ao menos 12%, n\u00e3o oficial, por\u00e9m agora \u2013 no final de 2015 \u2013 sendo sentida pela popula\u00e7\u00e3o a partir dos aumentos constantes dos pre\u00e7os de diferentes bens de consumo, em decorr\u00eancia da incapacidade de o Governo conseguir manter sua p\u00e9ssima pol\u00edtica protecionista. Desvaloriza\u00e7\u00e3o constante da moeda, a tal ponto de o d\u00f3lar chegar a atingir R$4,00. O desemprego oficial est\u00e1 acima de 10%, sem considerar os brasileiros que j\u00e1 n\u00e3o procuram mais emprego; o \u00edndice remete n\u00e3o oficialmente a 26% da popula\u00e7\u00e3o desempregada. Aproximadamente 1.000 postos de trabalho est\u00e3o sendo fechados a cada m\u00eas; em setembro, vivenciamos um brasileiro sendo demitido a cada sete segundos.<\/p>\n<p>Complementando esses n\u00fameros, cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o encontra-se negativada em bancos e \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, e, neste ponto, vemos um crescimento mensal persistente da inadimpl\u00eancia, em torno de 4% a cada novo m\u00eas. Neste momento, presenciamos 25% da popula\u00e7\u00e3o entre a idade de 16 a 29 anos simplesmente abdicando dos estudos e do trabalho, justamente a faixa et\u00e1ria de maior capacidade produtiva em qualquer lugar do Mundo. Pouco mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o que havia migrado das classes D e E para a classe C retornaram \u00e0s suas classes originais. Os empr\u00e9stimos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e \u00e0s empresas \u2013 empr\u00e9stimos que nos \u00faltimos anos vinham sendo sustentados pelos bancos estatais e n\u00e3o pelos bancos privados \u2013 recuaram a ponto de frear mercados como os da constru\u00e7\u00e3o civil e os das ind\u00fastrias automobil\u00edsticas; o fato \u00e9 que estamos oficialmente em recess\u00e3o t\u00e9cnica, a partir do recuo da economia por dois trimestres consecutivos, sem previs\u00e3o de melhora at\u00e9 o final do ano 2015.<\/p>\n<p>Nosso PIB tem recuado 1% de 2014 para 2015, o que representa perda acima de R$50 bilh\u00f5es. Ali\u00e1s, de 2011 at\u00e9 o momento, nosso resultado tem sido sempre inferior ao necess\u00e1rio para estabiliza\u00e7\u00e3o da nossa economia, e, o pior, h\u00e1 uma camuflagem preocupante do nosso PIB, se considerarmos que seus resultados nos \u00faltimos dez anos tem sido um efeito muito mais dos cr\u00e9ditos concedidos pelos bancos, do que propriamente da combina\u00e7\u00e3o entre Compet\u00eancia de Produ\u00e7\u00e3o e Capacidade Real de Consumo da Popula\u00e7\u00e3o. Podemos dizer que o Brasil perdeu pr\u00f3ximo de R$500 bilh\u00f5es nos \u00faltimos quatro anos, em decorr\u00eancia da retra\u00e7\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>Por falar em capacidade real de consumo da popula\u00e7\u00e3o, a renda familiar em todo o pa\u00eds reduziu-se em torno de 20% (\u00edndice percentual que nos persegue em v\u00e1rios outros indicadores sociais e econ\u00f4micos).<\/p>\n<p>Diversos programas do governo \u2013 dentre eles, os de habita\u00e7\u00e3o e os de escolas t\u00e9cnicas \u2013 retra\u00edram 30% em 2015, e sistemas como o SUS \u2013 Sistema \u00danico de Sa\u00fade \u2013 evidenciam ser sistemas praticamente falidos ao vermos um n\u00famero crescente das filas de espera por atendimento, remunera\u00e7\u00f5es e qualifica\u00e7\u00f5es cada vez piores dos seus servidores p\u00fablicos, enfim, neste caso, infraestrutura aos peda\u00e7os; para quem n\u00e3o acredita nisso, tomemos como exemplo uma Unidade Federativa rica como o Estado do Paran\u00e1: h\u00e1, neste exato momento, mais de 5 mil idosos na fila de espera por atendimento em geriatria, somente no Norte do Paran\u00e1, sendo que este n\u00famero s\u00f3 aumenta.<\/p>\n<p>Para piorar ainda mais o cen\u00e1rio econ\u00f4mico, sintetizamos todo o problema pol\u00edtico num \u00fanico n\u00famero: R$150 bilh\u00f5es das contas p\u00fablicas federais pendentes de explica\u00e7\u00e3o. E ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Como tudo isso come\u00e7ou de fato? Voltemos ao final do ano 2002:<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, n\u00f3s e os investidores viv\u00edamos a desconfian\u00e7a quanto ao grupo que viria a assumir o Governo dali em diante: Lula e o PT de um lado; Jos\u00e9 Serra, do partido do atual Governo PSDB do outro, por\u00e9m como evidente opositor de determinadas pol\u00edticas at\u00e9 ent\u00e3o vigentes. Ou seja: ambos os lados, ao final, eram opositores do atual Governo, sendo que este \u00faltimo, at\u00e9 ent\u00e3o, dispunha de \u00f3tima credibilidade junto ao empresariado nacional e estrangeiro. Resultado por conta disso, ao final de 2002: infla\u00e7\u00e3o de 12% e d\u00f3lar acima de R$4,00.<\/p>\n<p>Eis que Lula e o PT, surpreendendo a todos p\u00f3s-elei\u00e7\u00e3o, elege um time de elevada ortodoxia econ\u00f4mica para ingl\u00eas nenhum botar defeito. Em 2003, al\u00e9m de conseguirem conduzir bom relacionamento com investidores, propiciaram um c\u00e2mbio favor\u00e1vel \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo porque motivaram um consumo bem moderado por parte da popula\u00e7\u00e3o \u2013 a taxa de juros foi mantida em patamares elevados \u2013, permitindo \u00e0s ind\u00fastrias e ao mercado agr\u00edcola gerarem bons excedentes de produ\u00e7\u00e3o que puderam ser escoados para o exterior. Entraram, assim, em 2004, com \u00f3timas perspectivas. Reformularam, ent\u00e3o, alguns preceitos que foram utilizados em 2003, criando, por exemplo, regras de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas nacionais para que seus produtos pudessem ser competitivos no mercado interno. Reduziram a taxa de juros, e, principalmente, motivaram todo o mercado financeiro a reduzir significativamente as restri\u00e7\u00f5es ao cr\u00e9dito. Deste ponto em diante, houve um boom no surgimento de novas empresas \u2013 algumas delas grandes, que viriam a representar uma nova identidade do Brasil no exterior \u2013, como tamb\u00e9m no consumo da popula\u00e7\u00e3o. Em curto prazo \u2013 ou seja, num prazo de no m\u00e1ximo tr\u00eas anos \u2013, enfim, uma boa pol\u00edtica econ\u00f4mica a ser executada; uma p\u00e9ssima ideia, no entanto, a m\u00e9dio e longo prazo, principalmente se a popula\u00e7\u00e3o, tanto de consumidores, quanto de empres\u00e1rios, n\u00e3o for uma popula\u00e7\u00e3o de boa forma\u00e7\u00e3o em termos de administra\u00e7\u00e3o, economia e finan\u00e7as&#8230;que \u00e9 o nosso caso, classicamente. Ao final, algumas coisas se uniram para o nosso colapso:<\/p>\n<ul>\n<li>Cr\u00e9ditos em excesso;<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o despreparada para utilizar esses cr\u00e9ditos para efetivamente gerar valor, ou seja, para investir de maneira consciente, tanto no dia-a-dia familiar, quanto, principalmente, nas empresas;<\/li>\n<li>PIB camuflado por excesso de dinheiro no mercado, fruto dos cr\u00e9ditos, n\u00e3o pela produtividade inteligente;<\/li>\n<li>Persist\u00eancia a longo prazo por parte do Governo por um modelo econ\u00f4mico defendido na Literatura de Economia para ser utilizado apenas em curto prazo de tempo (motivo: elevar popularidade, para fins de reelei\u00e7\u00f5es sequentes);<\/li>\n<li>Insist\u00eancia do Governo Brasileiro em seu modelo intervencionista na economia, principalmente atrav\u00e9s do seu Banco Central;<\/li>\n<li>Cont\u00ednua piora na qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais, fruto de uma imprud\u00eancia lastim\u00e1vel na gest\u00e3o do modelo de ensino no pa\u00eds;<\/li>\n<li>Or\u00e7amento do Governo cada vez mais limitado para manter seus programas e sistemas sociais. Excesso de gastos p\u00fablicos para se manter privil\u00e9gios;<\/li>\n<li>Perda de confian\u00e7a sobre o atual Governo, fruto dos v\u00e1rios casos de fraude estourados em diferentes entidades p\u00fablicas;<\/li>\n<li>Mercado estrangeiro em recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a crise do mercado financeiro em 2008, com altera\u00e7\u00f5es importantes em suas pol\u00edticas econ\u00f4micas de 2014 em diante, atraindo investimentos que estavam estacionados no Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<p>E, da\u00ed ent\u00e3o, fa\u00e7o a mesma pergunta que fiz em um debate que promovemos dias antes de eu escrever este artigo: estamos ou n\u00e3o estamos em crise? Essa crise ir\u00e1 ou n\u00e3o persistir em 2016? Creio que sim. E se me perguntarem que solu\u00e7\u00e3o deveria ser adotada, minha resposta \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m, sozinho, ter\u00e1 a melhor solu\u00e7\u00e3o. Ela somente ser\u00e1 encontrada se grandes especialistas de diferentes \u00e1reas se juntarem de maneira imparcial para desenvolverem e assumirem para si a gest\u00e3o de um novo modelo, deixando de fora esta tal \u201cNova Matriz Econ\u00f4mica\u201d criada pelo atual Governo, tratando nossa pol\u00edtica e economia da maneira como uma Grande Empresa deve ser tratada. Vejo isto atrelado a uma redu\u00e7\u00e3o expressiva do intervencionismo governamental sobre o mercado, ou seja: deixemos o mercado trabalhar por si mesmo, da maneira como os melhores pa\u00edses do mundo tem feito nos \u00faltimos seis anos. E, principalmente, precisamos de uma seriedade de gest\u00e3o em nosso Governo, que talvez s\u00f3 possa ser atingida com uma equipe de estilo mais empresarial, quem sabe, um novo presidente dentre os melhores empres\u00e1rios que tivermos; saudades do estilo eficaz de Ant\u00f4nio Erm\u00edrio de Moraes.<\/p>\n<p>Um detalhe: realmente n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil garantirmos efici\u00eancia e efic\u00e1cia na gest\u00e3o da economia, seja aqui no Brasil, seja em qualquer outro pa\u00eds do Mundo. O modelo que seguimos em termos de economia e finan\u00e7as, desde 1848, est\u00e1 pautado na busca por \u201cexcedentes\u201d, n\u00e3o pela produ\u00e7\u00e3o de \u201cefetivas necessidades da popula\u00e7\u00e3o\u201d. Por exemplo: s\u00e9culos atr\u00e1s, nossos problemas giravam em torno da escassez de produtos, quando nossas produ\u00e7\u00f5es fracassavam por quest\u00f5es clim\u00e1ticas, guerras civis, guerras entre na\u00e7\u00f5es, etc.; hoje nosso problema \u00e9 outro: buscamos a lucratividade, o excesso de dinheiro para reinvestimentos, e o consumo de ativos cada vez mais intang\u00edveis, sobre os quais impera as a\u00e7\u00f5es de marketing e publicidade. Somos produtores e consumidores de muita coisa que, de maneira efetiva, n\u00e3o agrega valor; achamos que agrega, mas n\u00e3o agrega. Neste caso, a economia se torna cada vez mais fr\u00e1gil&#8230;e, neste momento, n\u00e3o h\u00e1 um pensador pol\u00edtico-econ\u00f4mico \u2013 ou grupo de pensadores \u2013 que tenha encontrado uma nova alternativa. Ao menos, enquanto isso, precisamos fazer nossa \u201cli\u00e7\u00e3o de casa\u201d corretamente em nossas empresas e junto a nossa fam\u00edlia.<\/p>\n<p>E por falar em \u201cnossas empresas\u201d, quais iniciativas podemos conduzir em nossas Organiza\u00e7\u00f5es, para blind\u00e1-las da melhor maneira poss\u00edvel frente \u00e0 Crise Econ\u00f4mica? Para falar disso, replicarei os ricos coment\u00e1rios que obtivemos em nosso debate sobre o assunto, ocorrido em 05 de novembro de 2015, promovido pelo IntegraNikkey Londrina:<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Gest\u00e3o Econ\u00f4mico-Financeira:<\/p>\n<ul>\n<li>A primeira orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 para que a empresa mantenha rotina mensal de atualiza\u00e7\u00e3o de sua DRE \u2013 Demonstrativo de Resultados do Exerc\u00edcio, para que seja poss\u00edvel realizar avalia\u00e7\u00e3o gerencial sobre o desempenho da empresa entre suas Receitas, Despesas Fixas e Vari\u00e1veis, Deprecia\u00e7\u00f5es e Reinvestimentos voltados ao Ciclo Operacional. Tendo em m\u00e3os a DRE atualizada, a empresa poder\u00e1 realizar simula\u00e7\u00f5es, imaginando diferentes cen\u00e1rios de risco sobre seus resultados de venda e os impactos em suas margens, elaborando alternativas de tomada de decis\u00e3o a depender de cada risco que porventura se concretizar. Obviamente, este exerc\u00edcio influenciar\u00e1 a empresa a pensar em algumas adequa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos seus custos, os pre\u00e7os que pratica, etc., e identificar quais s\u00e3o seus reais limites para operar no mercado. Para se ter uma ideia, atrav\u00e9s da DRE torna-se poss\u00edvel avaliar se, com base nos pre\u00e7os praticados pela empresa, as Receitas obtidas pela empresa est\u00e3o coerentes com os seus Custos, permitindo-nos avaliar se os custos est\u00e3o elevados, ou se os pre\u00e7os est\u00e3o subestimados.<\/li>\n<li>A segunda orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao Fluxo de Caixa: uma empresa, seja l\u00e1 qual for o seu porte, jamais pode gerenciar seu fluxo de faturamento versus obriga\u00e7\u00f5es junto a fornecedores baseando-se somente na intui\u00e7\u00e3o advinda da experi\u00eancia de mercado. \u00c9 necess\u00e1rio realmente montar e manter atualizado seu fluxo de caixa, dividindo-o entre: ciclo econ\u00f4mico (da aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias ou mat\u00e9ria-prima, at\u00e9 sua sa\u00edda do estoque como produto acabado), ciclo operacional (entre aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias ou mat\u00e9ria-prima, passando pela venda, at\u00e9 o seu efetivo recebimento, pela arrecada\u00e7\u00e3o) e ciclo financeiro (intervalo entre as obriga\u00e7\u00f5es de pagamento aos fornecedores e a arrecada\u00e7\u00e3o junto aos clientes finais). Uma empresa que estrutura desta forma seu fluxo de caixa e controla bem os seus saldos \u00e9 capaz de tomar decis\u00f5es mais precisas sobre adiantamentos de obriga\u00e7\u00f5es junto aos seus fornecedores (negociando abatimentos) e sobre vendas com descontos aos seus clientes, sempre objetivando obter Caixa valorizado (quanto mais cedo dinheiro nas m\u00e3os, mais f\u00e1cil \u00e9 a decis\u00e3o sobre o que fazer com ele).<\/li>\n<li>Replicando uma boa pr\u00e1tica de executivos de sucesso em tempos de crise \u2013 a exemplo do que \u00e9 ensinado por l\u00edderes de excel\u00eancia, como o Sr. Atsushi Yoshii, Presidente da A.Yoshii Engenharia, do Estado do Paran\u00e1 \u2013, a empresa precisa fazer Caixa e conduzir suas opera\u00e7\u00f5es baseando-se ao m\u00e1ximo em Capital Pr\u00f3prio. Ou seja, se for preciso, oferecer descontos aos clientes, mas jamais perder a venda; do outro lado, quitar logo as d\u00edvidas que possui, n\u00e3o contrair novas d\u00edvidas (os juros sempre s\u00e3o mais elevados em \u00e9poca de crise, e as restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o maiores em termos de valores) e fazer o planejamento de suas opera\u00e7\u00f5es \u2013 via DRE e Fluxo de Caixa \u2013 contando com o seu Capital Pr\u00f3prio. Em suma: em \u00e9poca de crise, nossa preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 crescer, mas se estabilizar internamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Gest\u00e3o Comercial:<\/p>\n<ul>\n<li>O ponto mais importante: conforme temos percebido das empresas que continuam a crescer em meio \u00e0 Crise Econ\u00f4mica \u2013 a exemplo da empresa Lumarsom, de Londrina, especializada em pe\u00e7as e acess\u00f3rios automotivos, empresa que tem crescido suas vendas em torno de 20%, se comparado ao ano anterior \u2013, o relacionamento personalizado e a preocupa\u00e7\u00e3o constante pela fideliza\u00e7\u00e3o do cliente, sem perder o olhar sobre a qualidade dos produtos e servi\u00e7os, s\u00e3o a chave para que a base de clientes n\u00e3o se altere. Se for preciso, introduzir alguns valores agregados, ou seja, benef\u00edcios aos clientes, como, por exemplo, realizar um servi\u00e7o a mais, oferecer brindes, pontua\u00e7\u00f5es, acompanhamento p\u00f3s-venda, etc., n\u00e3o necessariamente descontos (esta parte j\u00e1 abordamos quando falamos em gest\u00e3o econ\u00f4mico-financeira e de l\u00e1 \u00e9 que vir\u00e3o as diretrizes para oferta de descontos aos clientes). Principalmente, para refor\u00e7ar essas a\u00e7\u00f5es, a empresa precisar\u00e1 manter seu esfor\u00e7o de Marketing e Publicidade. Nada de eliminar a \u201cpropaganda\u201d em tempos de crise. Reduzir, sim, quando n\u00e3o houver condi\u00e7\u00f5es de mant\u00ea-la; cort\u00e1-la, apenas em casos muito extremos.<\/li>\n<li>Sempre sugerimos \u00e0s empresas desenvolverem e integrarem duas importantes \u00e1reas: a Gest\u00e3o da Informa\u00e7\u00e3o e a Gest\u00e3o de Indicadores de Desempenho, utilizando como pilar a Intelig\u00eancia em Estat\u00edstica Mercadol\u00f3gica. De maneira mais clara, orientamos para que empresas organizem muito bem seus dados hist\u00f3ricos de desempenhos f\u00edsico-financeiros, transformando-os em informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para diagn\u00f3stico e tomada de decis\u00e3o. Mas como fazer isso? No m\u00ednimo, a empresa precisa ter um sistema \u2013 ao menos b\u00e1sico \u2013 de ERP, ou seja, um sistema operacional que conecte os processos que agreguem valor ao seu neg\u00f3cio e que garanta o armazenamento, a integridade, a padroniza\u00e7\u00e3o e a continuidade dos seus dados. Al\u00e9m disso, a capacidade de explorar esses dados ir\u00e1 al\u00e9m dos relat\u00f3rios que puderem ser oferecidos por este sistema; ser\u00e1 preciso ter conhecimento ao menos b\u00e1sico das principais medidas estat\u00edsticas (m\u00e9dia, mediana, moda, desvio padr\u00e3o, etc.) e a capacidade de criar avalia\u00e7\u00f5es sobre o hist\u00f3rico de desempenhos (identifica\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias, sazonalidades, comportamentos c\u00edclicos, como tamb\u00e9m as varia\u00e7\u00f5es que algumas vezes a empresa n\u00e3o consegue explicar).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o: Perceba, at\u00e9 aqui estamos falando de um n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o essencial a qualquer neg\u00f3cio. Ou seja, fazendo aquilo que j\u00e1 se espera de qualquer empresa madura, as chances de passar bem por uma crise de mercado s\u00e3o grandes.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Planejamento Estrat\u00e9gico:<\/p>\n<ul>\n<li>Conforme relatado pelo Diretor-Presidente da Fia\u00e7\u00e3o de Seda BRATAC, Sr. Shigueru Taniguti Junior: \u201ch\u00e1 algum tempo temos investido esfor\u00e7os para que nossa miss\u00e3o, vis\u00e3o e valores organizacionais sejam realmente entendidos e seguidos por nossos funcion\u00e1rios. Nossas decis\u00f5es, assim como as orienta\u00e7\u00f5es que rotineiramente repassamos \u00e0 equipe, s\u00e3o avaliadas a partir dos nossos pilares estrat\u00e9gicos, para ent\u00e3o serem disseminadas internamente. De in\u00edcio, sab\u00edamos que elaborar planejamento estrat\u00e9gico era algo importante, por\u00e9m n\u00e3o tanto quanto falarmos em gest\u00e3o financeira, gest\u00e3o de processos, enfim; hoje, percebemos que os nossos resultados positivos, diante da atual crise econ\u00f4mica, s\u00e3o frutos de uma cultura e um clima organizacional muito saud\u00e1veis entre os funcion\u00e1rios, como tamb\u00e9m entre a empresa e seus mais diversos parceiros \u2013 fornecedores e clientes \u2013, ignorando os sinais da crise e continuando a trabalhar com muito afinco e vis\u00e3o de prosperidade. Para n\u00f3s, o que est\u00e1 por tr\u00e1s disso s\u00e3o os pilares do nosso planejamento estrat\u00e9gico\u201d.<\/li>\n<li>Muitos empres\u00e1rios ouvem coment\u00e1rios similares a este do Sr. Shigueru, o tempo inteiro, mas s\u00e3o muito poucos aqueles que realmente acreditam e menos ainda aqueles que praticam. De fato, pela experi\u00eancia que temos em consultoria, percebemos que a valoriza\u00e7\u00e3o deste tipo de trabalho s\u00f3 aparece ap\u00f3s executado e desde que a consultoria externa contratada \u2013 ou comit\u00ea interno formado \u2013 consiga efetivamente alinhar Pilares Estrat\u00e9gicos, Processos Operacionais, Compet\u00eancias Profissionais e Indicadores Integrados de Desempenho. H\u00e1, de fato, um segredo para conduzir com efetividade discuss\u00f5es em torno de: Vis\u00e3o, Miss\u00e3o, Princ\u00edpios e Valores Organizacionais, Objetivos Estrat\u00e9gicos e Matriz SWOT (Pontos Fortes, Pontos Fracos, Amea\u00e7as e Oportunidades). Uma vez bem executado e ap\u00f3s um trabalho bem-feito de Endomarketing, para sensibiliza\u00e7\u00e3o de toda a equipe e parceiros, o planejamento estrat\u00e9gico passa a ser um \u00f3timo guia. E, o mais interessante para o momento que estamos presenciando: \u00e9 na crise que conseguimos perceber o quanto a dire\u00e7\u00e3o da empresa e os seus funcion\u00e1rios est\u00e3o realmente alinhados \u2013 e acreditam \u2013 em seus valores organizacionais; nessa hora, percebemos se todo o planejamento \u00e9 visto como algo s\u00e9rio, ou se, na pr\u00e1tica, \u00e9 apenas mais uma \u201cpequena hist\u00f3ria boa de contar, mas ruim de praticar\u201d.<\/li>\n<li>Parafraseando o Sr. Atsushi Yoshii, da AYoshii Engenharia: hoje em dia, planejamento \u00e9 algo a ser atualizado quase que mensalmente. Foi-se o tempo que o nosso planejamento estrat\u00e9gico era atualizado a cada cinco anos. A din\u00e2mica do Mundo n\u00e3o nos permite esse n\u00edvel de relaxamento em rela\u00e7\u00e3o aos nossos objetivos e planos de trabalho. Portanto, para aqueles executivos que possuem avers\u00e3o a reuni\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio rever este tipo de conceito. As empresas t\u00eam, sim, que manter o h\u00e1bito de reuni\u00f5es peri\u00f3dicas entre seus l\u00edderes, e entre os l\u00edderes e seus liderados, semanalmente, mesmo que sejam r\u00e1pidas reuni\u00f5es; nelas, dever\u00e3o ser repassadas novas metas, ou o refor\u00e7o de metas j\u00e1 estabelecidas, al\u00e9m de, no m\u00ednimo, serem feitos <em>feedbacks<\/em> sobre os desempenhos individuais, coletivos e da empresa em rela\u00e7\u00e3o ao mercado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Gest\u00e3o de Processos e Gest\u00e3o de Pessoas:<\/p>\n<ul>\n<li>Mais uma vez replicarei excelente orienta\u00e7\u00e3o do grande empres\u00e1rio Ant\u00f4nio Erm\u00edrio de Moraes, do Grupo Votorantim, falecido em agosto de 2014, para empresas em \u00e9poca de crise econ\u00f4mica: direcione seus maiores esfor\u00e7os para a melhoria interna, e, n\u00e3o, para vendas. Pense em seus processos e no desenvolvimento das compet\u00eancias profissionais. Motivo: nesta \u00e9poca, o mercado consumidor tende a se retrair e as vendas caem, mesmo que as empresas se esforcem para tentar continuar vendendo seus servi\u00e7os e produtos. Portanto, \u00e9 um bom momento para desacelerar e focar naquelas melhorias que as empresas v\u00e3o deixando de lado em dias normais (geralmente pela desculpa da falta de tempo). Passada a crise, essas empresas sair\u00e3o na frente, melhor preparadas para atender com maior qualidade, menor tempo e\/ou melhores condi\u00e7\u00f5es financeiras.<\/li>\n<li>Mas o que \u00e9 de fato Gerenciar Processos, dentro do contexto que estamos abordando neste artigo? \u00c9 rever continuamente as atividades que est\u00e3o sendo executadas pelos diferentes departamentos da empresa, verificando a possibilidade de simplific\u00e1-las, eliminar aquelas que n\u00e3o agregam valor ao neg\u00f3cio e melhorar a integra\u00e7\u00e3o entre elas, combinando de forma cada vez mais otimizada os resultados gerados pelos departamentos. Da mesma maneira que nos preocupamos com a integra\u00e7\u00e3o das atividades, devemos nos preocupar com a integra\u00e7\u00e3o dos dados e informa\u00e7\u00f5es que por elas s\u00e3o gerados. Imagine, por exemplo, fazer com que os departamentos, em conjunto, persigam indicadores em comum, em vez de terem seus indicadores de modo setorizados. Desta maneira, ficar\u00e1 cada vez mais f\u00e1cil analisar e tomar decis\u00e3o sobre o que mudar nas atividades que existem na empresa. E, por fim, adicionalmente ao foco em atividades, dados e informa\u00e7\u00f5es, preocupar-se com todos os demais recursos envolvidos e consumidos entre eles \u2013 n\u00e3o esquecer, o tempo tamb\u00e9m \u00e9 um recurso \u2013, incluindo a exig\u00eancia em termos de capital humano.<\/li>\n<li>No que tange especificamente \u00e0 Gest\u00e3o de Pessoas, vale um coment\u00e1rio bem peculiar ao momento em discuss\u00e3o: o mercado privado, em conjunto com o Governo, precisar\u00e1 motivar discuss\u00f5es voltadas \u00e0 reavalia\u00e7\u00e3o dos acordos tradicionais de trabalho. Dependendo do n\u00edvel que a Crise Econ\u00f4mica atingir, ser\u00e3o necess\u00e1rias mudan\u00e7as bem mais extremas ao que o nosso pa\u00eds est\u00e1 acostumado, como, por exemplo, maior flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es com a terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra, do trabalho sob carga hor\u00e1ria diferenciada do padr\u00e3o CLT e Conven\u00e7\u00f5es Coletivas, da valoriza\u00e7\u00e3o dos comissionamentos e participa\u00e7\u00e3o nos resultados em detrimento dos sal\u00e1rios fixos, dos benef\u00edcios compartilhados entre empresa e empregado, etc., para que as pessoas continuem no mercado, ou seja, para que as demiss\u00f5es deixem de ser prioridade aos empres\u00e1rios quando passam por dificuldades financeiras em seus neg\u00f3cios.<\/li>\n<li>Um fato a destacar e bem presenciado \u2013 e comentado \u2013 pelos participantes do encontro que tivemos no dia 05 de novembro: as empresas, erroneamente, est\u00e3o trocando a m\u00e3o-de-obra qualificada (que \u00e9 mais cara), pela m\u00e3o-de-obra menos qualificada (que \u00e9 mais barata), para equilibrar suas contas. Essa f\u00f3rmula comprovadamente n\u00e3o funciona. N\u00e3o tem funcionado em nenhuma das empresas que temos acompanhado e\/ou pesquisado. Justamente neste per\u00edodo, precisamos de pessoas com capacidade para ajudar na evolu\u00e7\u00e3o dos processos internos e no relacionamento com os nossos clientes; ao decidirmos pela troca que reduza a qualifica\u00e7\u00e3o dos nossos profissionais, o que estamos fazendo \u00e9 aceitar que somos ref\u00e9ns da crise, em vez de querer \u201cpassar por ela, sem tomar conhecimento\u201d. E o pior: quando o pa\u00eds retomar seu crescimento, empresas que tomaram decis\u00e3o pela redu\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o do seu quadro de pessoal ter\u00e3o perdas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia&#8230;sem d\u00favida alguma. Em suma: o ambiente interno de uma empresa deve possuir profissionais de qualidade, que viram exemplo para os demais no que tange \u00e0 produtividade, fidelidade e comprometimento com o neg\u00f3cio; ao abastecer os departamentos com profissionais menos qualificados, a mensagem que se passa a todo o grupo \u00e9 muito ruim; uma empresa assim est\u00e1, no m\u00ednimo, dizendo: \u201co importante \u00e9 manter minhas margens, de um jeito ou de outro; n\u00e3o nos preocupamos com a qualidade ao cliente\u201d. Ao fazer isto, os empregados acabam perdendo confian\u00e7a junto aos seus patr\u00f5es. E, s\u00f3 para utilizarmos um exemplo pr\u00e1tico, citaremos novamente a empresa Lumarsom, de Londrina, que tem aproveitado o fato de o mercado estar dispondo de um n\u00famero maior de profissionais de elevada qualifica\u00e7\u00e3o (desempregados, v\u00edtimas do erro de gest\u00e3o de pessoas, ora citado em momentos de crise), contratando-os de maneira justa, sem depreciar suas remunera\u00e7\u00f5es pretendidas, por\u00e9m introduzindo-os numa pol\u00edtica de gest\u00e3o estrat\u00e9gica de pessoas sob a qual o desempenho vale mais do que seus curr\u00edculos (claro, considerando seus curr\u00edculos de maior n\u00edvel de qualifica\u00e7\u00e3o, o desempenho tende a ser elevado).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Gest\u00e3o de Suprimentos:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00e3o vamos falar de gest\u00e3o de estoques, pois suas varia\u00e7\u00f5es em termos de pol\u00edtica s\u00e3o extensas, dependendo do tipo de neg\u00f3cio. \u00danico coment\u00e1rio acerca do assunto: siga o que perceber de conveniente entre os limites de capacidade percebidos em seu Fluxo de Caixa Projetado, versus suas perspectivas de resultados futuros a partir das simula\u00e7\u00f5es que fizer em sua estrutura de DRE.<\/li>\n<li>Sobre os fornecedores, as empresas devem evitar o papel de \u201coportunistas da crise\u201d para explorar seus fornecedores. Isto \u00e9 um \u201ctiro no p\u00e9\u201d a m\u00e9dio e longo prazo. O respeito deve ser mantido. A revis\u00e3o de valores e quesitos contratuais \u00e9 poss\u00edvel nesses momentos, desde que mantendo a vis\u00e3o \u201cganha-ganha\u201d, ou seja, o equil\u00edbrio entre as duas partes. Ao sentar para discuss\u00f5es assim, empresa e fornecedor devem focar em mudan\u00e7as para que ambas saiam beneficiadas. Podem focar, por exemplo, em altera\u00e7\u00f5es com vig\u00eancia tempor\u00e1ria, at\u00e9 que o cen\u00e1rio se normalize. Esse \u00e9 o lema. Um caso muito t\u00edpico no mercado \u00e9 o de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis: as empresas, ao perceberem a dificuldade do mercado imobili\u00e1rio nesta \u00e9poca de crise, tendem a procurar os propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis que alugam para barganhar ajustes do aluguel para valores mais baixos, acreditando que tais propriet\u00e1rios ceder\u00e3o \u00e0 press\u00e3o sob o medo de n\u00e3o conseguirem encontrar novos locat\u00e1rios. Este tipo de atitude tem efeitos ruins e voltam de maneira mais pesada a essas empresas, mais adiante (as posi\u00e7\u00f5es, num dado momento, se inverter\u00e3o).<\/li>\n<li>No que tange \u00e0 log\u00edstica de movimenta\u00e7\u00e3o entre insumos e produtos finais que formam a base do neg\u00f3cio de sua empresa, a hora \u00e9 excelente para investimento em sistemas de gest\u00e3o de contratos com fornecedores, de planejamento de rotas e escalas e de controle sobre entrega e coleta de cargas. Estamos falando de sistemas otimizados, de baix\u00edssimos custos de aquisi\u00e7\u00e3o, principalmente por influ\u00eancia das novas tecnologias que permitem o desenvolvimento e a disponibilidade de ferramentas web de modo muito r\u00e1pido e barato. Em meio ao s\u00e9rio problema criado pelo pr\u00f3prio Governo e pelos Sindicatos, no que tange \u00e0s profiss\u00f5es associadas a esta cadeia de valor \u2013 vejamos o caso dos Caminhoneiros, constantemente em greve, sem perspectiva de solu\u00e7\u00e3o, fruto de um excedente de 200 mil profissionais em todo o pa\u00eds, gra\u00e7as a um passado recente de facilidades de aquisi\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es via cr\u00e9dito banc\u00e1rio \u2013, algumas \u00f3timas empresas tem surgido para otimizar o tempo, o custo e a qualidade, sem deixar de lado a parceria com esses profissionais; pelo contr\u00e1rio, incentivando-os a evoluir em termos de compet\u00eancias t\u00e9cnicas. \u00c9 o caso, por exemplo, da empresa Leve J\u00e1 Log\u00edstica, com sua sede justamente no centro do pa\u00eds, em Bras\u00edlia, de maneira estrat\u00e9gica, focada num esfor\u00e7o cont\u00ednuo de revers\u00e3o deste cen\u00e1rio t\u00e3o negativo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>E que tipo de neg\u00f3cios podem prosperar mais neste momento, j\u00e1 que estamos falando de empresas que surgem para fazer sucesso e ajudar o mercado nesta \u00e9poca de crise?<\/p>\n<ul>\n<li>Neg\u00f3cios que fazem parte da Cadeia de Valor (VAC) do setor de sa\u00fade.<\/li>\n<li>Neg\u00f3cios que tenham rela\u00e7\u00e3o direta com Institui\u00e7\u00f5es de Ensino, principalmente aquelas que atrelem forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e parcerias com empresas.<\/li>\n<li>Representa\u00e7\u00f5es comerciais que combinem produtos complementares, mesmo que de marcas e fabricantes diferentes.<\/li>\n<li>Assessoria Jur\u00eddica e Cont\u00e1bil.<\/li>\n<li>Terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra para atividades de apoio nas empresas.<\/li>\n<li>Log\u00edstica compartilhada, seja de espa\u00e7o f\u00edsico, seja de meios de transporte.<\/li>\n<li>E-commerce, trazendo economia de espa\u00e7os f\u00edsicos, deslocamentos de clientes, publicidade, etc., exigindo alguns cuidados especiais em termos de estrat\u00e9gia, j\u00e1 que e-commerce n\u00e3o serve para qualquer tipo de produto (por exemplo, a venda de vinhos n\u00e3o consegue decolar neste tipo de meio de relacionamento com o cliente).<\/li>\n<li>Neg\u00f3cios voltados a consertos e reparos em geral, j\u00e1 que estamos convivendo com recess\u00e3o econ\u00f4mica. Neste caso, estamos falando de mec\u00e2nica de autom\u00f3veis, consertos e reparos voltados a vestu\u00e1rio, de apartamentos, etc.<\/li>\n<li>Venda de carros usados.<\/li>\n<li>Neg\u00f3cios que consigam manter sua tradi\u00e7\u00e3o de relacionamento \u201cbairrista\u201d junto a sua clientela; essas empresas s\u00e3o as \u00faltimas a sentir o impacto da crise econ\u00f4mica, desde que n\u00e3o estejam atreladas a neg\u00f3cios em queda (por exemplo: tivemos acesso a uma pequena empresa de aluguel de vagas de autom\u00f3veis, em \u00e1rea residencial no centro da cidade; este tipo de neg\u00f3cio est\u00e1 atrelado ao mercado imobili\u00e1rio, sendo que a queda do n\u00famero de apartamentos alugados atingiu diretamente o n\u00famero de vagas que tem alugado; neg\u00f3cios assim precisam passar por reformula\u00e7\u00f5es de estrat\u00e9gia).<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00daltima orienta\u00e7\u00e3o: acima de tudo que temos abordado neste artigo, est\u00e1 a nossa rede de relacionamento. N\u00e3o podemos romp\u00ea-la ou corromp\u00ea-la. Devemos trat\u00e1-la como fam\u00edlia, pois, na crise, a postura de uni\u00e3o \u00e9 a que mais contribui para sairmos r\u00e1pido deste tipo de cen\u00e1rio e voltarmos a prosperar, sendo que uma das coisas que est\u00e1 por tr\u00e1s do refor\u00e7o da nossa rede de relacionamento \u00e9 a oportunidade de compartilharmos vis\u00f5es e experi\u00eancias que possam agregar a todos, aprimorando nossa cultura empresarial e nosso senso de responsabilidade social.<\/p>\n<p>Por fim, o que devemos evitar: o pessimismo. O que devemos fazer: agir baseando-nos em pensamentos de empresas e profissionais grandes, de sucesso&#8230;sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos prestes a encerrar o ano de 2015. Os resultados que estamos presenciando no cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico do pa\u00eds n\u00e3o s\u00e3o nada animadores. 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