{"id":394,"date":"2020-07-12T00:21:47","date_gmt":"2020-07-12T03:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.danielmendonca.com.br\/?p=394"},"modified":"2020-07-15T20:35:45","modified_gmt":"2020-07-15T23:35:45","slug":"valuation-divisao-societaria-e-a-razao-de-existir-do-meu-novo-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/?p=394","title":{"rendered":"Valuation, Divis\u00e3o Societ\u00e1ria e a Raz\u00e3o de Existir do Meu Novo Neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Orienta\u00e7\u00e3o ao Planejamento de Um Novo Empreendimento: Sua Raz\u00e3o de Existir, Como Estabelecer a Divis\u00e3o Societ\u00e1ria e o Seu Valor de Mercado<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ENT\u00c3O: POR QUE MOTIVO O MEU NEG\u00d3CIO EXISTE?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho presenciado ao longo dos anos como consultor \u2013 seja estudando, seja vivenciando \u2013 que os empreendimentos que carregam em sua ess\u00eancia um \u201cporqu\u00ea de existir realmente envolvente\u201d possuem, de maneira intr\u00ednseca, um foco na perpetuidade do neg\u00f3cio, dos seus valores e dos seus diferenciais competitivos; n\u00e3o s\u00e3o empreendimentos que surgem com base em objetivos de curto prazo, nem dependentes de parcerias fr\u00e1geis e nem muito menos com foco em rentabilidade financeira. Na verdade, tratam esta \u00faltima \u2013 a rentabilidade financeira \u2013 como consequ\u00eancia, levando seu corpo profissional a viver uma unicidade de pensamento, de discurso e de comportamento. Fazem todos pensarem que aquele grupo, aquela equipe e aquele neg\u00f3cio jamais ir\u00e3o se extinguir. Podem, \u00e9 claro, se reinventar, mas sempre vivendo aquele compromisso \u00fanico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Verdadeiros empreendedores se preocupam e vivem de modo a construir empreendimentos realmente envolventes, pr\u00f3speros em todos os sentidos (n\u00e3o apenas financeiro) e com a inten\u00e7\u00e3o de perpetuarem seus valores e diferenciais. Infelizmente, por\u00e9m, junto a estes verdadeiros empreendedores, est\u00e3o os seus s\u00f3cios e parceiros os quais, muitas vezes, n\u00e3o compartilham da mesma vis\u00e3o. N\u00e3o quero dizer que este tipo de diferen\u00e7a atrapalha uma sociedade ou uma parceria; n\u00e3o atrapalha. S\u00f3cios e parceiros podem ter objetivos distintos e mesmo assim contribu\u00edrem entre si em prol daquela produtividade que seja positiva ao mercado e que retorne os resultados individuais almejados. Mas tem um problema que \u00e9 o cerne deste artigo: embora s\u00f3cios e parceiros possam viver com valores, objetivos e resultados pr\u00e1ticos distintos, muito dificilmente&#8230;dificilmente mesmo&#8230;conseguem criar um empreendimento sob identidade forte no contexto daquele \u201cporqu\u00ea envolvente\u201d, ou seja, do \u201cpor que motivo realmente existimos\u201d. Um n\u00famero muito expressivo de neg\u00f3cios n\u00e3o alcan\u00e7a este PORQU\u00ca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais um detalhe: um questionamento desta natureza \u2013 sobre o porqu\u00ea de o nosso empreendimento existir \u2013 geralmente est\u00e1 atrelado ao momento de sua idealiza\u00e7\u00e3o, ou de sua aceita\u00e7\u00e3o pelos s\u00f3cios e parceiros a partir de sua apresenta\u00e7\u00e3o (do plano de neg\u00f3cio). Por este motivo, acho relevante a adapta\u00e7\u00e3o da pergunta para:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que cada s\u00f3cio estava priorizando, quando idealizou a seu neg\u00f3cio ou quando aceitou fazer parte dele? \u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A minha opini\u00e3o \u00e9 que, se um s\u00f3cio n\u00e3o for capaz de responder esta pergunta, possivelmente \u00e9 porque possui uma vis\u00e3o muito simpl\u00f3ria do empreendimento, como um simples neg\u00f3cio a ser lucrativo. Adicionalmente, vale comentar que, nesta situa\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de um \u201cporqu\u00ea\u201d posterior \u00e0 entrada em produ\u00e7\u00e3o do empreendimento tender\u00e1 a ser pura publicidade de venda; dificilmente (mas n\u00e3o imposs\u00edvel) ser\u00e1 algo realmente a ser vivido em sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prosseguindo nossa discuss\u00e3o, apresento a seguir uma t\u00e9cnica para trazer as partes interessadas a um contexto mais pr\u00e1tico sobre este PORQU\u00ca. Esta t\u00e9cnica, na verdade, \u00e9 uma simples apresenta\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rio, para fins de reflex\u00e3o. Vejamos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando trabalhamos em grupos comunit\u00e1rios, fazemos sem fins lucrativos, sem esperar algum tipo de retorno. Fazemos por uma causa geralmente compartilhada entre os seus membros. Neste sentido, vamos imaginar que n\u00e3o ser\u00edamos remunerados em nosso empreendimento e que ele, na verdade, seria um trabalho comunit\u00e1rio a fazer. O que nos levaria a trabalhar para ele, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u201ccausa principal\u201d pode ser in\u00fameras: para produzir algo que seja \u00fatil \u00e0 sociedade, para mudar algo para melhor e que apoiar\u00e1 a qualidade de vida das pessoas, para apoiar algu\u00e9m em sua lideran\u00e7a transformadora, para suprir o pr\u00f3prio vazio existencial, etc., &#8230;e h\u00e1 aqueles que realmente n\u00e3o saber\u00e3o o porqu\u00ea de contribu\u00edrem para o empreendimento, mas que contribuem porque simplesmente vivem para trabalhar para o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o: o seu empreendimento possui um PORQU\u00ca que nos faria trabalhar para ele de maneira altamente concentrada, independentemente dos seus altos-e-baixos de participa\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es financeiras, da forma como fazemos em nossas atividades comunit\u00e1rias n\u00e3o remuneradas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vejamos um exemplo aplicado a um neg\u00f3cio espec\u00edfico que trabalhamos em nossa consultoria em meio \u00e0 escrita deste artigo, sintetizando os seus \u201cporqu\u00eas\u201d, a partir da compila\u00e7\u00e3o das vis\u00f5es extra\u00eddas junto aos seus quatro s\u00f3cios:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMinha empresa existe para concentrar as condi\u00e7\u00f5es ideais ao aprimoramento das compet\u00eancias dos nossos profissionais \u2013 pois queremos ser vistos como os melhores em termos de qualidade \u2013, atraindo as melhores parcerias empresariais em nossa \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o e efetivamente entregando o servi\u00e7o de melhor qualidade\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E por que isto pode se tornar uma verdade a ser vivida pelos s\u00f3cios desta empresa, assim como pelos seus parceiros e colaboradores em geral? No meu ponto de vista, porque os s\u00f3cios, a partir do que possuem de qualifica\u00e7\u00e3o e de princ\u00edpios de vida \u2013 n\u00e3o necessariamente sin\u00e9rgicos em termos de valores pessoais \u2013, podem melhorar ainda mais sua integra\u00e7\u00e3o e se ajudarem, dia-a-dia, na busca de:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Condi\u00e7\u00f5es sempre ideais de trabalho;<\/p>\n<p>b) Capta\u00e7\u00e3o de talentos;<\/p>\n<p>c) Contato peri\u00f3dico com empres\u00e1rios da regi\u00e3o;<\/p>\n<p>d) Disponibilidade para que os s\u00f3cios se mantenham no papel de mentores e\/ou atraiam novos mentores.<\/p>\n<p>e) Sistem\u00e1tica de controle de qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Acreditando neste caminho a seguir, a vis\u00e3o estabelecida n\u00e3o poder\u00e1 ser abalada por altos-e-baixos, sendo que refletir sobre isto acaba por ser um teste de aceita\u00e7\u00e3o desta vis\u00e3o por cada um dos s\u00f3cios&#8230;e ent\u00e3o, chega-se ao ponto de lan\u00e7ar mais uma pergunta, para refor\u00e7ar ainda mais a integra\u00e7\u00e3o em prol da identidade \u00fanica do neg\u00f3cio:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que faria voc\u00ea desistir desta vis\u00e3o, ou seja, desistir deste \u201cporqu\u00ea da exist\u00eancia do meu neg\u00f3cio? \u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta fase de discuss\u00e3o, frente a muitas diverg\u00eancias entre os s\u00f3cios quanto a vis\u00e3o do neg\u00f3cio, procuro sugerir a minimiza\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as de objetivo entre os s\u00f3cios explorando seus princ\u00edpios de vida (honestidade, integridade, bondade, etc.), os quais s\u00e3o mais f\u00e1ceis de serem comuns, para que lutem pela mesma \u201ccausa\u201d. Na pr\u00e1tica: sabemos que os \u201cporqu\u00eas empresariais\u201d s\u00e3o muito mais associados \u00e0 objetivos, do que a princ\u00edpios de vida; isto explica o desafio de estreitar as vis\u00f5es entre os s\u00f3cios. Se formos convencer a todos quanto a um \u201cporqu\u00ea\u201d que deva servir de base para tudo o que fizermos em nosso neg\u00f3cio, talvez a solu\u00e7\u00e3o esteja em sua vincula\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios comuns, j\u00e1 que dificilmente os objetivos individuais conseguem ser alterados (em virtude do seu peso muito particular de cada parte interessada).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Reflex\u00e3o: A Miss\u00e3o e a Vis\u00e3o do seu Empreendimento s\u00e3o apenas frases bonitas, ou realmente se encaixam nesta discuss\u00e3o sobre o \u201cporqu\u00ea de sua exist\u00eancia\u201d?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DEFINIDO O PORQU\u00ca DO MEU NEG\u00d3CIO, COMO DIVIDIR A PARTICIPA\u00c7\u00c3O ENTRE OS S\u00d3CIOS?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De um modo geral, como base para come\u00e7ar reflex\u00e3o sobre como estruturar as participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias de um neg\u00f3cio:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Quando formos fazer a divis\u00e3o percentual do neg\u00f3cio entre os s\u00f3cios, devemos considerar que, na grande maioria das vezes, quanto melhor um s\u00f3cio estiver sendo remunerado financeiramente de forma imediata durante a opera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, menor ser\u00e1 a sua participa\u00e7\u00e3o percentual na sociedade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Adicionalmente, muitos especialistas defendem que a experi\u00eancia, a rede de relacionamentos ou a propriedade da ideia de um s\u00f3cio N\u00c3O INFLUENCIAM em seu percentual de sociedade, salvo se tudo isto estiver de fato atrelado ao volume da demanda que ser\u00e1 convertida periodicamente em faturamento. Esta ressalva \u00e9 muito importante, pois h\u00e1 neg\u00f3cios que, de fato, s\u00e3o avaliados em rela\u00e7\u00e3o a esses quesitos e vinculados ao potencial de um ou mais s\u00f3cios.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Um detalhe muito importante: quem n\u00e3o estiver assumindo risco ao entrar no neg\u00f3cio e\/ou que n\u00e3o possui potencial para gerar risco ao neg\u00f3cio caso decida por sair dele, N\u00c3O DEVE SER S\u00d3CIO. Esta \u00e9 uma regra fundamental em qualquer tipo de divis\u00e3o societ\u00e1ria, sendo muito f\u00e1cil testarmos isto, bastando pensar em duas perguntas, em sequ\u00eancia: \u201co que eu posso perder entrando neste neg\u00f3cio\u201d e \u201co que o neg\u00f3cio pode perder, caso eu saia do neg\u00f3cio\u201d. E a principal perda a ser avaliada sob essas duas quest\u00f5es \u00e9 a PERDA FINANCEIRA. Inclusive, caso haja algum outro tipo de perda, como, por exemplo, de imagem individual, esta \u00faltima precisar\u00e1 ser convertida monetariamente (tang\u00edvel em termos financeiros), a fim de ser considerada na avalia\u00e7\u00e3o para a entrada na sociedade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Especificamente para aqueles s\u00f3cios que entram com investimentos financeiros, h\u00e1 uma sugest\u00e3o: em vez de converterem esses investimentos em percentual do neg\u00f3cio, podem trata-los como sendo uma d\u00edvida financeira do empreendimento (devedor) junto \u00e0queles s\u00f3cios (credores), com as suas devidas atualiza\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias peri\u00f3dicas (juros), podendo ir saldando esta d\u00edvida pouco-a-pouco, ou em algum momento espec\u00edfico previamente definido, ou apenas no encerramento do neg\u00f3cio. Ao retirar o peso desses investimentos financeiros frente \u00e0 divis\u00e3o societ\u00e1ria, esta \u00faltima se torna mais alinhada aos resultados projetados de faturamento e de lucratividade para os pr\u00f3ximos anos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Muito importante: a defini\u00e7\u00e3o de uma divis\u00e3o societ\u00e1ria no presente precisa ser pensada j\u00e1 considerando a entrada de um ou mais s\u00f3cios adicionais no futuro, e, portanto, exigindo simula\u00e7\u00f5es de redivis\u00f5es percentuais que evitem o desequil\u00edbrio entre os s\u00f3cios nos momentos de tomada de decis\u00e3o (decis\u00f5es por vota\u00e7\u00e3o). Em suma, \u00e9 importante testar redistribui\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias a partir de sua ader\u00eancia \u00e0 Pol\u00edtica de Tomada de Decis\u00e3o entre Acionistas, ou seja, aquela pol\u00edtica que estar\u00e1 se referindo ao \u201cpeso dos votos para tomada de decis\u00e3o\u201d. E, ali\u00e1s, vale relembrar um dos pontos mais cr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o a este tipo de pol\u00edtica: a distribui\u00e7\u00e3o e reinvestimento de lucros.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Um detalhe, para neg\u00f3cios que apresentem muita subjetividade no momento de estabelecer a divis\u00e3o societ\u00e1ria: o contrato pode ser elaborado num modelo que desvincule o percentual da sociedade ao quanto cada s\u00f3cio possui de direito em termos de propriedade sobre o neg\u00f3cio (num caso de venda ou dissocia\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio), direcionando este percentual apenas para a divis\u00e3o do lucro sobre as opera\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Por fim, vale comentar especificamente sobre o tema \u201cFundo de Reserva\u201d: a sugest\u00e3o \u00e9 que este \u00faltimo seja coerente com as oscila\u00e7\u00f5es previstas no faturamento m\u00eas-a-m\u00eas do empreendimento, sendo que poder\u00e1 ser complementado com algum percentual que, indiretamente, tenha rela\u00e7\u00e3o com \u201cfazer caixa para honrar compromisso financeiro com algum s\u00f3cio investidor \u00e0 m\u00e9dio ou longo prazo\u201d. E, claro, faz muito sentido elaborar uma pol\u00edtica para destina\u00e7\u00e3o do fundo de reserva.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Reflex\u00e3o: S\u00f3cios s\u00e3o aqueles que se unem para que suas diferen\u00e7as \u2013 muito mais do que suas compet\u00eancias comuns \u2013 agreguem valor ao neg\u00f3cio, mas, muito melhor do que a exist\u00eancia de v\u00e1rios s\u00f3cios, \u00e9 a capacidade de um empreendimento envolver seus colaboradores num esp\u00edrito de que \u201ctodos s\u00e3o donos do neg\u00f3cio para o qual trabalham\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DEFINIDA A PARTICIPA\u00c7\u00c3O SOCIET\u00c1RIA, QUANTO VALE DE FATO O MEU NEG\u00d3CIO, ESPECIALMENTE QUANDO SE TRATAR DE UM NOVO NEG\u00d3CIO?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Elabore um fluxo de caixa mensal, projetado para os pr\u00f3ximos 5 anos, obviamente come\u00e7ando pelo Caixa (conta corrente e aplica\u00e7\u00f5es financeiras) e estratificando as Receitas e Despesas Operacionais, com a devida subdivis\u00e3o entre Fixas e Vari\u00e1veis, e, o m\u00e1ximo que puder, deixando claro a qual TIPO DE SERVI\u00c7O OU PRODUTO est\u00e3o relacionadas essas Receitas e Despesas, e ainda, estabelecendo tamb\u00e9m as Receitas e Despesas N\u00e3o-Operacionais, as quais n\u00e3o envolvem o neg\u00f3cio, como, por exemplo, rendimentos banc\u00e1rios dos investimentos existentes, e, por fim, as Deprecia\u00e7\u00f5es daquilo que realmente pertencer e for exigir reposi\u00e7\u00e3o por parte de voc\u00eas, os Investimentos e o Saldo Final em Caixa.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Para melhor apoiar a proje\u00e7\u00e3o do fluxo de caixa e principalmente para o Valuation, sugiro criar linhas iniciais acima do pr\u00f3prio fluxo de caixa, denominadas \u201cvolume de vendas\u201d, \u201cn\u00famero de clientes\u201d e \u201cpre\u00e7o m\u00e9dio de remunera\u00e7\u00e3o\u201d, agrupadas por TIPO DE SERVI\u00c7O ou PRODUTO, seguindo a cronologia do fluxo. Estas informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o muito \u00fateis para conseguirmos projetar a evolu\u00e7\u00e3o financeira entre os meses, at\u00e9 fechar os 5 anos. Devemos, quando poss\u00edvel, aplicar varia\u00e7\u00f5es sazonais (oscila\u00e7\u00f5es usuais ao longo de 12 meses), varia\u00e7\u00f5es c\u00edclicas (que podem ocorrer a cada um n\u00famero X de meses determinados) e tend\u00eancias de mudan\u00e7a de patamar (como, por exemplo, ajustes anuais de pre\u00e7o), para que a proje\u00e7\u00e3o do fluxo de caixa fique o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da realidade. Ali\u00e1s, n\u00e3o devemos esquecer que na maioria dos neg\u00f3cios, a cada aumento espec\u00edfico do volume de demanda, exige-se incremento de despesas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>Em seguida, sugiro criar mais uma linha que acompanhe o fluxo de caixa, mas esta linha poder\u00e1 ser introduzida logo abaixo do fluxo: ser\u00e1 uma linha referente aos \u201cvalores de ativos imobilizados\u201d decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es iniciais para a opera\u00e7\u00e3o, projetando suas varia\u00e7\u00f5es em sinergia com as linhas de deprecia\u00e7\u00e3o e de investimentos. Devemos considerar apenas os ativos que realmente pertencerem aos acionistas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Caso haja materiais de trabalho \u2013 do dia-a-dia \u2013 que sejam adquiridos diretamente pelos acionistas, a sugest\u00e3o informar sua varia\u00e7\u00e3o em estoque ao longo desses meses, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio detalhar sua volumetria f\u00edsica, mas ao menos sua dimens\u00e3o financeira.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Em seguida, para cada um dos acionistas, a sugest\u00e3o \u00e9 criar uma planilha com a mesma cronologia mensal do Fluxo de Caixa Principal (para os pr\u00f3ximos 5 anos), inserindo linhas nas quais possam ser informadas: a carga hor\u00e1ria mensal de trabalho (hor\u00e1rios fixos e poss\u00edveis hor\u00e1rios vari\u00e1veis), a remunera\u00e7\u00e3o fixa, a remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel e as contribui\u00e7\u00f5es fixas ao neg\u00f3cio e investimentos assumidos individual ou em grupo em prol da reposi\u00e7\u00e3o de ativos imobilizados; obviamente, os momentos desses investimentos tem que estar seguindo o fluxo de caixa principal. Esses valores poder\u00e3o apresentar varia\u00e7\u00f5es ao longo dos meses, devido \u00e0s renegocia\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o (esfor\u00e7o) de cada um dos acionistas junto ao dia-a-dia do neg\u00f3cio, assim como da pr\u00f3pria influ\u00eancia sazonal, c\u00edclica ou de tend\u00eancia; o mais importante \u00e9 que tenha coer\u00eancia com as varia\u00e7\u00f5es projetadas no Fluxo de Caixa. Em seguida, devem ser inseridas as seguintes linhas, com v\u00ednculos diretos a planilha principal de fluxo de caixa:<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>O percentual de interfer\u00eancia direta na capta\u00e7\u00e3o do n\u00famero de clientes, caso haja esta interfer\u00eancia, para cada TIPO DE SERVI\u00c7O OU PRODUTO que esteja envolvido;<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>O percentual de participa\u00e7\u00e3o em despesas que porventura sejam assumidas individualmente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Reflex\u00e3o: N\u00e3o se preocupe demasiadamente sobre o quanto vale o seu neg\u00f3cio, mas o quanto ele \u00e9 capaz de produzir, de entregar algo verdadeiramente \u00fatil, de estar agradando a todas as partes envolvidas, e, principalmente, de estar sempre crescendo de maneira s\u00f3lida. Deste modo, ele valer\u00e1 dentro do limite m\u00e1ximo do seu mercado; ao contr\u00e1rio, se apegando demais ao seu Valuation, haver\u00e1 risco de voc\u00ea, como empreendedor, pular fases fundamentais do ciclo de vida do neg\u00f3cio, criando bases fr\u00e1geis para sua perpetuidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Boa sorte em seus neg\u00f3cios!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Daniel M. Mendon\u00e7a<\/p>\n<p>www.danielmendonca.com.br<\/p>\n<p>falecom@danielmendonca.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orienta\u00e7\u00e3o ao Planejamento de Um Novo Empreendimento: Sua Raz\u00e3o de Existir, Como Estabelecer a Divis\u00e3o Societ\u00e1ria e o Seu Valor de Mercado \u00a0 ENT\u00c3O: POR QUE MOTIVO O MEU NEG\u00d3CIO EXISTE? &nbsp; Tenho presenciado ao longo dos anos como consultor \u2013 seja estudando, seja vivenciando \u2013 que os empreendimentos que carregam em sua ess\u00eancia um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":396,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[402,348,403,406,407,70,188,345,408,405,401,404,400],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/394"}],"collection":[{"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=394"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":397,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/394\/revisions\/397"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/danielmendonca.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}